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terça-feira, 22 de março de 2016
O jumentinho de Jesus!
Em Jerusalém, na entrada triunfal de Jesus, fora trazido um jumentinho para que o Senhor o montasse, entrando assim naquela cidade. Era o primeiro dia de trabalho daquele animal, nunca houvera sido montado antes. Estava eufórico com seu primeiro emprego. Chegando à porta da cidade uma grande multidão estava a espera, um alarido muito alto, gritos de “hosanas” e canções que enalteciam o Mestre. O jumentinho todo cheio de si, orgulhoso, porque por onde quer que suas patas passem, sobre elas eram jogadas flores, palmas e mantos. Era demais! Ele não via a hora de contar aos seus coleguinhas sua fascinante experiência. Por fim, chegou a hora de retornar para casa. Correndo, não vendo a hora de encontrar com os outros. E, aos primeiros que encontrou à sua frente logo despejou as palavras: Eu sou o jumentinho mais feliz do mundo! No meu primeiro dia de trabalho fizeram “para mim” uma grande festa, porque eu estava iniciando minha jornada como trabalhador. E, contava isso a todos, inclusive ao velho jumento, seu pai, que não demonstrou tanta alegria assim. Mas, não pôde falar nada porque o impetuoso filho foi compartilhar com mais alguns que ainda não sabiam da novidade. No dia seguinte, segunda-feira, o jumentinho levantou-se e pensou: Quero voltar lá e reviver aquilo tudo, foi maravilhoso! Chegando lá, à porta da cidade, havia apenas algumas crianças brincando, que ao verem o animal começaram a atirar-lhe pedras e a correr atrás dele querendo bater com varas. Ele voltou para o pasto fugido dos meninos, muito triste. Não queria conversa com ninguém, com as orelhas murchas, cabisbaixo. Então, se aproximou do seu pai, contando como as pessoas eram ingratas, pois num dia faziam-lhe festa e noutro riam dele. O pai, em sua sabedoria, disse-lhe: Filhinho! Ontem, você foi com Jesus à Jerusalém, por isso a festa. Hoje você foi sozinho. Sem Jesus, meu filho, você é um jumentinho qualquer. Por isso, lembre-se sempre do que diz do hino de Luiz de Carvalho: “Quem tem Jesus, tem tudo. Quem não tem, não tem nada. Mas, quem tem Jesus Cristo, no céu já tem morada. Quem tem Jesus tem vida, que não se acabará. Mas, quem não tem Jesus, no céu não entrará. Quem ama este mundo lá no céu não tem nada. Mas, quem tem Jesus Cristo, no céu já tem morada. As riquezas do mundo só trazem tribulação. Fazem ficar orgulhoso e perder a salvação. No céu há um tesouro que Jesus tem pra dar a quem deixar o mundo e a ele se entregar”. Leia Mateus 21.1-11.
Pregação Domingo de Ramos: Lucas 19.28-40
Estamos nos aproximando da Páscoa. O domingo de
hoje é chamado de “Domingo de Ramos”, onde lembramos da entrada triunfal de
Jesus em Jerusalém. O texto nos diz que Jesus chega em Jerusalém. É justamente
em Jerusalém que mais tarde Jesus será preso, morto e sepultado.
Jerusalém atraía pessoas de todos os lugares devido
a suas grandes festas, onde se dirigiam multidões de peregrinos.
Jesus segue com seus discípulos para lá, onde
aconteceria a festa da Páscoa, que era a comemoração da libertação dos
antepassados da escravidão do Egito.
Muitos curiosos passaram a se juntar aos judeus,
pois Jesus havia acabado de ressuscitar Lázaro. As notícias deste fato já
haviam corrido por toda parte. As ruas eram verdadeiros formigueiros de gente.
Não é tão difícil imaginar a quantidade de pessoas
que estavam na rua – é só olharmos na TV as notícias acerca das manifestações
que estão ocorrendo no Brasil. Como as ruas ficam lotadas, assim também as ruas
estavam cheias de gente.
Os discípulos estavam com Jesus. Jesus pede para
dois deles buscarem um jumentinho, que ainda não havia sido montado, e diz
exatamente onde eles o encontrariam.
O texto não deixa claro se Jesus havia combinado
antes com o dono que pediria para buscar o jumento. Contudo, Jesus usa uma
espécie de senha: “digam que o Mestre precisa dele”. Através desta senha, o
dono empresta logo o seu animal.
Vocês já pararam para pensar por que Jesus pede um
jumento? Não poderia ser um cavalo, que é mais próprio para montaria?
Na época, quando os reis venciam alguma guerra,
voltavam montados em cavalos. Os reis que vinham em paz vinham montados em
jumentos.
Assim, Jesus estava demonstrando que estava vindo
como um rei que chega ao seu povo com amor e paz, não como um herói
conquistador.
E tudo isso aconteceu assim para se cumprir a
profecia que havia sido dada ao povo através do profeta Zacarias, de que
receberiam um rei que viria montado em um jumento.
A entrada de Jesus em Jerusalém foi um ato de
coragem. Sua cabeça já tinha um preço. A essa altura ele já era perseguido pela
lei. Muitos já o queriam morto. E este ato demonstra um convite de amor de
Jesus, que tinha vindo ao mundo para trazer paz.
Os discípulos prepararam o jumento com suas capas e
vestes, já que não tinham cela. E muitos outros seguidores foram jogando suas
vestes pelo caminho, para Jesus passar. Lucas não cita os ramos, mas nos outros
evangelhos percebemos que as pessoas também lançavam ramos de árvores no
caminho, para Jesus passar.
A multidão fica eufórica, e começam a aclamar
Jesus! Faz uma grande festa, batendo palmas para o Rei Jesus! A multidão
cantava: Que Deus abençoe o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glórias
a Deus!
Os mestres da lei ficaram irritados com tanta
euforia, e pedem para Jesus mandar calar a boca da multidão. E Jesus responde a
eles dizendo: se eles se calarem, as pedras falarão!
Vocês conseguem imaginar toda a cena, de Jesus
entrando em Jerusalém, e a multidão fazendo uma grande festa? Imagino que deve
ter sido uma cena bem bonita!
Porém infelizmente nem todos estavam adorando Jesus
de coração. Muitos se deixaram levar pela euforia, pelo calor do momento, e
começaram a gritar sem nem saber o que de fato estavam gritando.
Muitos estavam apenas aplaudindo aquele homem que
fazia curas e milagres, e se aproximavam para ver quem era este que era capaz
de ressuscitar mortos!
Outros achavam que Jesus seria o novo rei deles,
que ficaria ali, em seu meio, governando o povo. Achavam que viria com soldados
e exército armado para conquistar a cidade à força.
E então, dias depois, a mesma multidão que antes
estava eufórica, saudando Jesus, estava agora reunida, gritando: crucifica-o! Crucifica-o!
Quando entenderam que Jesus não governaria seu
reino terreno, começaram a acusá-lo de impostor.
Parece que a história não mudou muito de lá para
cá. Assim como naquele dia em que pessoas de todas as idades aclamaram Jesus,
hoje também há muitos que o aclamam. Quando ouvem falar de Jesus, quando ficam
sabendo que Ele pode fazer curas e milagres, que pode tirar a tristeza e dar
alegria, ficam eufóricos e entusiasmados. Mas se de alguma forma são
decepcionados, e não recebem aquilo que elas esperam de Jesus, acabam
abandonando-o, condenando-o, assim como fizeram as pessoas de Jerusalém.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém quer nos
mostrar que de nada adianta ficarmos eufóricos com Jesus, se não entendermos
que Ele veio para ser nosso Senhor, deixando que Ele transforme verdadeiramente
nossas vidas.
Hoje em dia há muita gente que se diz cristã.
Frequentam a igreja, adoram e louvam a Jesus, às vezes até gritam e aplaudem o
nome dele.
Mas nem todas essas pessoas tem um compromisso
sincero com o Mestre.
Por exemplo, se todas as pessoas que vão na igreja
tivessem um compromisso verdadeiro com Jesus, acredito que nosso país seria bem
diferente. Muitos são cristãos quando convém, mas não querem deixar Jesus
transformar seu caráter.
De nada adianta irmos na igreja e louvarmos a Deus,
se fora dela damos um mau testemunho, traindo seu cônjuge, ficando com o troco
que nos dão a mais sem querer, furando filas, subornando policiais, comprando
atestado médico falso, falsificando carteirinha de estudante, comprando
carteira de motorista.
Enquanto praticarmos tais coisas, estaremos
louvando a Jesus apenas da boca para fora, e teremos uma fé superficial.
Jesus veio ao mundo para nos salvar, mas também
para ser Senhor de nossas vidas. Se não deixarmos que Ele nos transforme e mude
nossa maneira de viver, nosso louvor será apenas barulho e euforia, não fazendo
o menor sentido para Jesus, assim como aconteceu em Jerusalém.
Encontro de Casais em Boa Vista
No dia 03 de abril, às 19h, estaremos retomando as atividades do Grupo de Casais em Boa Vista. Casais: venham participar conosco!
PEDIDO DE ORAÇÃO:
Continuamos orando pela cirurgia do Ademir. Ele está em Goiânia esperando a cirurgia de troca de válvula do coração. Sua esposa, Marli, está junto com ele neste momento. Estamos em oração pela cirurgia e pela recuperação do Ademir. Que Deus se mostre à família dando forças!
Continuamos orando pela cirurgia do Ademir. Ele está em Goiânia esperando a cirurgia de troca de válvula do coração. Sua esposa, Marli, está junto com ele neste momento. Estamos em oração pela cirurgia e pela recuperação do Ademir. Que Deus se mostre à família dando forças!
Também oramos pela dona Carolina que continua internada com pneumonia no HGR, em Boa Vista. Já está melhor da saúde, mas rogamos a Deus pela sua plena recuperação! Que os familiares continuem firmes e que os braços de Deus sejam o consolo neste momento.
No último sábado a juventude de Boa Vista se reuniu para assistir filme e comer cachorro quente e pipoca. Que turma animada! Brincam, se divertem, riem. Mas é isso que se espera dos jovens da igreja. Vimos juntos o filme "Apocalipse", que fala do arrebatamento dos cristãos no fim dos tempos. Além do filme, tivemos tempo para jogar conversa fora, falar sobre celular e computador, sobre profissão e estudos. Se você tem algum jovem na família, traga-o nos encontros de sábado. E se você é jovem, vem se divertir com a gente! Os encontros ocorrem aos sábados em 15 em 15 dias. Venha fazer parte da nossa galera! Participantes: Pedro, Thalita, Eduardo, Matheus, Robert, Natacha, Karolayne, Douglas e Míriam.
Que alegria quando os casais da comunidade procuram a orientação de Deus para seus casamentos! No dia 16 de março de 2016 reiniciamos os Encontros de Casais na comunidade de Alto Alegre. O grupo contou com 5 casais que puderam compartilhar experiências e conversar sobre as dificuldades e as graças do matrimônio. A missionária Míriam conduziu o grupo, que é muito participativo e alegre. Logo após o estudo tivemos um momento de lanche e confraternização. Os encontros ocorrem uma vez por mês e, no dia 14 de abril, será realizado na casa do sr. Nilo e da Dona Iracema. Se você tem interesse em participar, procure a missionária Míriam. Participe!
quarta-feira, 16 de março de 2016
Pregação do culto do dia 13/03
Aprendendo
a agradecer!
Quando éramos crianças, e
ganhávamos algum presente, ou recebíamos alguma coisa de alguém, o que nossos
pais nos falavam? Eles sempre diziam: o que se diz? E nós respondíamos, algumas
vezes meio tímidos: obrigada!
Via de regra, nós aprendemos a
agradecer com nossos pais, não é mesmo?
A regra é: recebeu algum
presente, alguém te fez algum favor, agradeça! Isso, acima de tudo, é educação!
Mas, será que continuamos a
praticar esse agradecimento na nossa vida?
Lembramos de agradecer sempre
que recebemos um presente ou um favor de alguém?
E a Deus, lembramo-nos de
agradecer-lhe por toda bênção, por toda dádiva que dele recebemos?
A bíblia traz um relato de
algumas pessoas que receberam algo de Deus, mas nem todas se lembraram de
agradecer.
Confira em Lucas capítulo 17 versículos 11-19.
Jesus estava indo para
Jerusalém. Era sua longa trajetória rumo à cruz. No caminho, dez leprosos
vieram em sua direção, e ainda de longe, clamaram: Jesus, Mestre, tenha pena de
nós!
A lepra era considerada sinal de
pecado. Era uma doença contagiosa, e incurável. A lepra daquela época não é
comum em nossos dias. Hoje chamamos essa doença de hanseníase, e são poucos
casos, e tem cura.
Naquele tempo, os leprosos eram
obrigados a viverem isolados, separados da população. Por isso, viviam em
bandos, com o propósito de se protegerem e alcançarem bondade uns dos outros.
As cidades eram muradas, e os leprosos eram obrigados a se excluir do convívio
da família, vivendo fora dos muros da cidade. Quando alguém se aproximava deles,
eles precisavam anunciar que eram leprosos, gritando em voz alta: impuro!, para
que se mantivessem uma certa distância deles. A pele deles apodrecia dos seus
corpos. Mesmo vivos, eram cadáveres ambulantes.
Apenas o sacerdote tinha o
direito de dizer se eles poderiam voltar ao convívio da sociedade ou não. Se
alguém ficasse curado, deveria imediatamente procurar um sacerdote, para lhe
avaliar.
Um grupo de dez leprosos avistou
Jesus. Quando o vêem, logo gritam: Jesus, Mestre, tenha pena de nós! Eles já
haviam ouvido falar em Jesus, e sabiam que ele tinha uma fama de curador. Por
isso, todos clamaram, porque precisavam de cura, pois pela medicina, estavam
condenados.
Jesus não se aproximou deles.
Manteve a distância necessária exigida na época. Também não lhes disse que os
curaria. Mas, teve compaixão daqueles homens!
E pediu para que eles se dirigissem aos sacerdotes, para que eles
pudessem examiná-los.
Aqueles homens agiram com
confiança, e fizeram o que Jesus pediu, mesmo sem evidência alguma de que
seriam curados. E enquanto seguiam seu caminho, foram percebendo, um a um, que
estavam sendo curados. Imagino que os seus corações se encheram de alegria!
Dentre eles, estava um homem
samaritano. Os samaritanos eram desprezados pelos judeus. Havia certa rixa
entre judeus e samaritanos, pois para os judeus, os samaritanos sempre agiam de
forma incorreta, em tudo. Eram incapazes de fazerem algo certo. Este andava com
os demais judeus, pois se identificaram na sua dor.
E justamente este, desprezado,
de quem menos se esperava, foi o único capaz de voltar para agradecer a Jesus.
Provavelmente ele tenha feito isso antes mesmo de chegar ao sacerdote. Ele dá
meia-volta e retorna para agradecer pela bênção recebida. Os outros nove não se
lembraram de agradecer.
O samaritano, que voltou, não
recebeu apenas a cura física, mas também a cura espiritual. Ele entendeu que
sua cura veio de Deus. Os demais, provavelmente atribuíram a cura para aquele
cara milagreiro, que tem ajudado todo mundo, como se fosse apenas um curandeiro
qualquer.
Quando nós ouvimos essa
história, normalmente temos a tendência de acusar os nove leprosos que não
retornaram. Os chamamos de ingratos. Dizemos que foram mal-educados, por não
terem retornado para agradecer, não é mesmo?
Se fosse hoje, diríamos: teus
pais não te ensinaram a agradecer?
Nós somos iguais aos dez
leprosos, que prontamente sabemos pedir. Quando estamos em apuros,
desesperados, quando precisamos de algo, logo pedimos a ajuda de Deus.
E nós também fazemos parte do
grupo dos nove, que não voltam para agradecer.
Nós somos aqueles nove ingratos
que não nos lembramos de agradecer a Deus pelos benefícios que nos concede a
cada dia!
Quando sentamos diante da nossa
mesa, com bastante comida, e esquecemos de agradecer pelo alimento que nós
temos!
Somos os nove, quando a noite,
antes de dormir, esquecemos de agradecer a Deus, por mais um dia vivido e pela
proteção e cuidado.
Quando trocamos o dia de render
culto a Deus por passeios, festas e diversões, quando damos prioridade a todas
outras coisas, mas deixamos de buscar comunhão com Deus.
Somos os nove, quando damos
nossa contribuição na igreja reclamando, de má vontade, dando apenas as
migalhas, o que restou do nosso salário. As nossas contribuições e ofertas são (deveriam
ser) nosso sinal de agradecimento a Deus por tudo o que Ele tem nos concedido!
Muitas vezes perdemos a
capacidade de reconhecer a mão de Deus nas coisas que acontecem ao nosso redor.
Fazemos viagens longas, pegamos
tráfego intenso, e achamos que é natural chegar em casa com vida.
As crianças caem de árvores e
achamos normal que ela tenha quebrado apenas a perna, e não o pescoço.
Achamos que é algo normal,
esquecendo-nos de que Deus esteve por trás, cuidando de tudo, dando proteção.
Nós lembramos sempre de clamar
na hora do aperto, mas, muitas vezes, esquecemos de agradecer!
Aqueles nove foram até Jesus
apenas para buscar aquilo que ele tinha a os oferecer. Para eles, Jesus não
passou de um pregador curandeiro, desses que se tem aos montes por aí.
E para você, quem é Deus?
Aqueles que reconhecem a Deus, conseguem perceber seu dedo em todas as coisas,
e por isso, agradecem pelas bênçãos recebidas, pois seu coração se explode de
alegria!
Aquele leproso que voltou, além
de agradecer, teve a oportunidade de estar com Jesus, e assim, ouviu a palavra
de bênção.
Que possamos buscar a Jesus, não
apenas para receber suas bênçãos, mas para estarmos com ele e dele aprendermos!
E que possamos viver com o coração grato por tudo aquilo que ele nos tem
concedido! Amém.
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